Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam a comer. Jesus repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naquelesque O tinham visto ressuscitado. Então Jesus disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a humanidade. Quem acreditar e for baptizado, será salvo. Quem não acreditar, será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que acreditarem são estes: expulsarão demónios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em cobras ou beberem algum veneno, não sofrerão nenhum mal; quando colocarem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados».
Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda a parte. O Senhor ajudava-os e, por meio dos sinais que os acompanhavam, provava que o seu ensinamento era verdadeiro.
Todos os gestos, toda a sua palavra, a sua mensagem, toda a vida de Jesus tinha uma finalidade: dar sentido à verdadeira grandeza do homem:
Ser criado à imagem de Deus, ser livre e liberto de todas as escravidões do egoísmo, de pessoas e bens. Senhor de si mesmo e do cosmos. Um ser solidário e em comunhão que faz do amor a sua verdadeira lei. Um ser que partilha as coisas mais simples, como o sorriso, a compreensão, a alegria, a tolerância, a bondade e a ternura, como as coisas complicadas, como o dinheiro ou a vida. Um ser em busca do outro e procurado pelos outros. Um ser chamado a ser família de Deus. Jesus ensina uma nova concepção do homem e ensina-lhes um novo estilo de viver.
Ide – disse Ele aos Apóstolos – ide por todo o mundo, ide aos quatro ventos, ide despidos de poder e de grandeza, sem alforge, mas apenas impelidos de força do Espírito. Ide e proclamai a Boa Nova a toda gente: evangelizai os pobres e aquele que, cansado, gostaria de abandonar o sulco começado. Ide salvar a semente, que fica sozinha na borda do caminho. Ide e compadecei-vos da seara madura. Ide e dai a mão aos cegos do caminho. Ide pelas ruas da cidade e acolhei a pobreza envergonhada dos que não tem casa e trazei-os ao banquete. Ide e amai como eu vos amei.
P. Luís Vieira, Missionário da Boa Nova ( in Revista BOA NOVA - Junho 2011).
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