30/09/2011 19 h31 - Atualizado em 30/09/2011 19h31
Francisco Mário (da esquerda para direita) e os jovens da Comunidade Rancho Loma, Iguatemi-MS. |
Pergunto-me onde reside o nosso maior medo? Intimidade ou exterioridade? Afectividade ou eficiência? Sem dinheiro ou sem saúde? Ser a profundidade da ignorância ou ter a inteligência do inexplicável? Silêncio reservado dentro do quarto ou exposição mediática na comunicação das massas? Ser o branco opaco ou o preto transparente? Empréstimo a seis messes, dois anos e meio, ou a trinta anos? Medo da beleza na música…, na pintura…, nos rostos…, nos músculos e seios…? Medo do «sempre» ou do «nunca»?
Perdemos tempos infinitos a perguntar onde e quando e não meditamos no para quê? Aí reside o medo do Fundamento. Do pensar a Verdade da Vida, tal como ela é: difícil e laboriosa. Somos chamados à partilha da existência: isso é o viver. Tudo o que somos é “pura” partilha de relacionamentos. Assumirmos o medo de sermos impotentes.
O nó dos afectos é a nossa riqueza maior em inteligência emotiva mas racional e simbólica. Somos simplesmente complexos e genuínos. Não existem fotocópias. Segredo genético a decifrar. Assustadamente dizem-nos com ar, certamente grávido, que as nossas poupanças monetárias vão ser reduzidas a pó, dentro de breves segundos. Se assim for voltaremos a saborear o verdadeiro-pão-de-cada-dia. Acumular Amor sobre a dívida da Caridade, ao que se aproxima frágil e ferido.
Ouço sempre que sou capaz até à exaustão. Olhos nos olhos desgosto do pregar, do púlpito é como se fosse um “holocausto”. Ler a vida é aprazível; menos um pouco que o escrever. O aprender a fazer bem feito cumprindo a Lei da Vida seria o meu Desejo mais profundo. Ando a tentar mas o Corpo não permite excessos.
Ser inteiro e pequeno nada mais evangélico do que o Seguimento libertador proposto pelo mestre da sabedoria, encarnação da ternura e profecia do fim das máscaras. Não quero ser um «agora» adiado, mas apenas um instante vivido sem medida!
Por: Pedro José.
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